Aqui tem con-te-ú-do!

Procure emprego COMO um headhunter!


Tá procurando emprego? Dá uma paradinha, respira, e dá uma lida:

Pensa numa empresa que você acha que tem chances de entrar, de preferência uma na região que você mora. Seja bem realista, ok? Pensou?

Beleza, agora pensa em quem seria seu superior direto nesta empresa. Você conhece essa pessoa? Não? Tente descobrir o nome dela: vale Linkedin, Google, Facebook, ligar lá e perguntar... vale tudo, mas só pra descobrir o nome dessa pessoa, combinado?

Descobriu o nome dessa pessoa? Tenta saber mais sobre ela, de preferência aqui pelo Linkedin mesmo. Nada pessoal, pelo amor de Deus! Lê os posts que essa pessoa escreve, dá uma olhada no que ela curte, veja onde ela estudou... cuidado pra não virar um psicopata perseguidor no processo, hein? Mas vai lá, estuda o perfil dessa pessoa que pode ser seu próximo líder.

Feito? Ainda quer trabalhar lá? Legal, então faz o seguinte: liga na empresa. Na caruda.

Pede pra falar com esse fulano ou essa fulana. Diz que é um contato dela no Linkedin que a secretária vai pelo menos perguntar se ele ou ela está a fim de atender. Enquanto você aguarda com aquela musiquinha do PABX, ore. Praquele santo das causas perdidas, não sei o nome dele. Mas ore.

Não rolou? Não conseguiu ser atendido? Sei como é, eu também não consigo falar com quem eu preciso às vezes. Não desista ainda. Tenta mais uma ou duas vezes. Não deu certo mesmo? Ok, Pensa em outra empresa e reinicia o processo acima.

Eventualmente, talvez lá pela décima tentativa, alguém vai acabar atendendo seu telefonema. Você vai pegar o jeito, garanto. Vamos então imaginar que você conseguiu que alguém que te interessa fale com você por telefone. E agora?

Presta atenção que ficou crítica a parada: do outro lado da linha tem uma pessoa que você penou pra conseguir falar. Não vai estragar tudo agora pedindo um emprego pra essa pessoa. Sua conversa deveria ser mais ou menos assim:

"Olá, Sra. Fulana! Meu nome é Maurício, queria antes de mais nada te agradecer por me atender. A Sra. tem um minutinho? Tem? Que ótimo, vou ser bem breve. Vi o perfil da Sra. no Linkedin e vi que é Gerente de *** e estudou na ***. Eu sou da sua área, mas não cheguei lá ainda, estou no nível de Analista. Quero deixar claro que não vou lhe pedir um emprego, mas queria alguns conselhos para a minha carreira. A Sra. não teria 5 minutinhos para tomar um café comigo aí na sua empresa? Pode ficar tranquila, só quero uma orientação mesmo..." e por aí vai.

Sei que você está lendo com ceticismo. Que acha que isso não rola, que não vai dar certo. Eu sei que você terá razão em 99% dos casos, mas eu estou falando daquele danado 1%. Aquele 1% de chance da pessoa te dar os cinco minutinhos. Aquele 1% de chance de falar com alguém que pode realmente te orientar, falar do seu mercado de atuação, contar as agruras da profissão. E você vai segurar o reggae e não vai pedir um emprego. Vai só agradecer e pedir a indicação de algum outro contato dela que possa te ajudar também. Vai levar um Sonho de Valsa e dar pra pessoa no final do papo.

É assim que se cavam as indicações e os contatos. É difícil pra caramba, mas é melhor que acreditar que mandar currículos é a mesma coisa que realmente procurar uma oportunidade. É melhor do que esbravejar no post dos outros.Te aviso, vai doer, vai te tirar da zona de conforto, vai ter muito mais não do que sim. Mas a busca pelo sim é uma jornada, não um passeio.

Vai por mim, tente. Na pior das hipóteses, não vai dar em nada mas você terá aprendido que é capaz de colocar a faca no dente sem estar com o dedo no mouse.

Te desejo boa sorte, um abraço!

(Publicado originalmente no LinkedIn em 9 de agosto de 2017)

Leitura recomendada:


Esta é uma edição histórica do livro ´O fim dos empregos´, publicada em 1996 com uma nova Introdução de 2004. Os Estados Unidos vêm passando pelo maior aumento de produtividade nos últimos cinqüenta anos, o mercado de ações está se recuperando e a economia está crescendo - mas os empregos continuam a desaparecer num ritmo alarmante, causando perplexidade a todos. A economia global, segundo Jeremy Rifkin, vem testemunhando uma transformação fundamental na natureza do trabalho, e esta remodelará a civilização do século XXI. Neste livro, Rifkin afirma que estamos adentrando uma nova fase na história - uma fase caracterizada pelo declínio contínuo e inevitável do nível de empregos. Computadores sofisticados, robótica, telecomunicações e outras tecnologias da Era da Informação estão rapidamente substituindo os seres humanos em praticamente todos os setores e mercados. Fábricas e empresas virtuais quase despovoadas assomam no horizonte. Rifkin alerta que o fim dos empregos pode constituir o colapso da civilização como a conhecemos, ou assinalar os primórdios de uma grande transformação social e um renascimento do espírito humano.

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