Aqui tem con-te-ú-do!

  • Randall Neto

Indo audaciosamente...

Atualizado: Jun 24

Uma visão de mundo sobre a nossa característica exploratória.


“E o namoro, como vai?”


Vai de um jeito em que eu estou quase propondo uma coisa audaciosa.


Insólita.


Ousada.


Estou falando de filmes.


Na verdade, parece que estou falando de filmes, mas é sempre além.


Quando falo de filmes, de futebol, dos meus livros, meus discos e tudo mais.


Título maravilhoso de um livro maravilhoso, do Haruki Murakami: “Do que eu falo quando falo de corrida”.


É possível que alguém, coberto de razão, diga que esse título restrinja as possibilidades de leitores, sobretudo os desinteressados por um assunto como... corrida.


Eu não preciso aqui, esclarecer que o livro não fala sobre corrida, mas sobre processo criativo ou coisa que o valha. Eu prefiro estar entre as pessoas que sabem que o Haruki Murakami não gastaria tanto tempo para escrever um livro todo falando de corrida.


Embora eu ache que leria o livro todo e gostaria mesmo se fosse só sobre corrida.


Bom, opto por usar o tempo economizado contextualizando o livro do Haruki Murakami, te convidando para ouvir o episódio "A Parede e o ovo", do Boa Noite Internet, que fala melhor sobre o Haruki Murakami do que eu jamais conseguirei.


Preciso dar um jeito de voltar para o assunto original.


Meu namoro e Jornada nas Estrelas?


Ou ainda mais especificamente, este filme de Jornada nas Estrelas: "A Última Fronteira".


Ao longo da minha vida, descobri que "Jornada nas Estrelas" não é pra qualquer um e isso não tem nada a ver com arcabouço cultural, titulação acadêmica soft & hard skills ou coisa do gênero.


Tem a ver com: interesse.


Não é nada tão binário quanto "ou ama ou odeia", normalmente aplicado às coisas que não conseguimos ficar indiferentes. No caso de "Jornada nas Estrelas", ficar indiferente é plenamente possível. 


E é o mais comum, inclusive.


Assim como diversas "obras" da cultura pop que fazem parte do meu panteão: Asterix, Nick Hornby, Mafalda, Hagar, filmes com o Jay & Silent Bob, Mário Bortolotto, Marcelos (Montenegro & Mirisola), Nei Lisboa na voz da Simone Capeto, Ludov, Engenheiros do Hawaii e livros do 1berto... são coisas que eu conheço, significam muito para mim, mas que a humanidade pode tranquilamente, viver sem conhecer. 



É a perspectiva de uma existência muito mais árida, mas tudo bem.


Citei o Nei Lisboa ali e agora bato um escanteio curto na tentativa de fazer paralelas como o gaúcho e o filme mencionado no início do texto se cruzarem:


"Auras, carmas, drogas siderais

Ying, Jung, I Ching e outras viagens

Procurando deus entre delírios dos mortais


Seremos sempre assim, sempre que precisar

Seremos sempre quem teve coragem

De errar pelo caminho e de encontrar saída

No céu do labirinto que é pensar a vida

E que sempre vai passar por aí"


Procurar deus entre os delírios dos mortais... pois é. Em "A última fronteira", eles pegam a Enterprise e vão ao "centro do universo" e talvez, encontram... Deus.


O lema da Enterprise serve para tudo na vida: "O espaço, a fronteira final... estas são as viagens da nave estelar Enterprise, em sua missão para explorar novos mundos, pesquisar novas vidas, novas civilizações, audaciosamente indo, onde nenhum homem jamais esteve"


Eu digo que não me importo muito com a coisa do "onde nenhum homem jamais esteve" e a minha atual condição amorosa me permite experimentar uma sensação maravilhosa, que é a de estar em um lugar onde EU jamais estive. 


Não vou entrar em maiores detalhes infinitivamente pessoais dos meus quereres e estares sempre a fim do que em mim é de mim tão desigual... 


Mas gosto de pensar que na vida, sobretudo numa vida com mais de quatro décadas, a gente ainda sente esse "fogo ardente" em orifícios pouco ortodoxos de ir, audaciosamente, onde nosso coração nos leva! 

Livros!

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